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Green Day – Dookie (1994)

Green Day – Dookie (1994)

Olá leitores do A História do Disco! Denis Borges mais uma vez na área, continuando naquela toada vamos para mais um clássico gringo dos anos 90. Mergulharemos na onda Californiana, mais precisamente no ano de 1994, e irei falar sobre uma cena que foi parte constante da minha adolescência: a cena punk. Hoje no AHD teremos o punk californiano do Green Day com seu terceiro álbum de estúdio, Dookie.

Dookie foi o álbum que recolou a cena punk no maistream, daí o termo punk californiano ou pop punk. Bandas que vieram na sequência como, Blink 182 e Sum 41, beberam diretamente da fonte desse grande álbum do Green Day.

Sobre a Banda

Como citado acima o Green Day é uma banda formada na California, mais precisamente em Berkley, trio formado por: Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dimt (baixo) e John Kiffmeyer, mais conhecido como Al Sobrante (bateria). Antes do álbum Dookie o Green Day – que já teve o nome Sweet Children -, lançou seu primeiro disco, 1,039/Smoothed Out Slappy Hours em 1990, e em 1992 – já com Tré Cool na bateria – veio o Kerplunk, que assim como o primeiro disco citado foi lançado pelo selo independente Lookout! Com o sucesso do segundo disco de estúdio o Green Day trocou a Lookout! pela Reprise Records, e a troca não foi bem aceita na cena, afinal, se “vender” para o mainstream ia totalmente contra a ideologia punk.

Dookie

Lançado em Fevereiro de 1994, Dookie se tornou o álbum de punk mais famoso dos anos 90 vendendo cerca de 30 milhões de cópias pelo mundo. Além desse expressivo número, o disco também encabeçou diversas listas dos melhores álbuns dos anos 90 ao redor do mundo, aparecendo na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock’n Roll Hall of Fame, segundo lugar na parada da Billboard 200 e em 1995 ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa.

As músicas desse em álbum em sua maioria foram escritas por Bilie Armstrong e retratam o seu cotidiano e o dos outros integrantes da banda também. Temas como ansiedade, ataques de pânico, masturbação, orientação sexual, tédio e ex-namoradas fazem parte das letras. O próprio nome do disco, Dookie, é uma gíria para merda, ou cocô se você meu caro leitor preferir. A palavra era muito usada pelos integrantes da banda quando faziam piadas uns com os outros durante as turnês.

Músicas como: Longview, Welcome To Paradise (que faz parte do segundo disco, Kerplunk, mas em uma versão de pior qualidade), Basket Case, She e When a Come Around tocaram a exaustão e fizeram o nome do Green Day não sair das paradas de sucesso, sempre é claro, com o auxílio da finada MTV.

O álbum acabou sendo um divisor de águas para o Green Day e para o punk rock. Com uma levada mais comercial o disco penetrou em camadas onde o punk rock jamais tinha chegado antes, elevou o patamar da banda e o gênero ao mainstream, além de mostrar que o punk também poderia ser comercial e popular. Inclusive eu encontrei uma frase durante a pesquisa para esta resenha, que sintetiza exatamente o que penso e o que escrevi sobre o álbum: Dookie é um álbum punk demais pra ser pop e pop demais pra ser punk.

Ainda sobre a banda, o Green Day lançou mais nove bons álbuns após o Dookie, sendo, em minha opinião, American Idiot (2004), o melhor de todos. Mas essa é uma história pra ser contada em uma outra resenha.

Até a próxima pessoal 😉

Faixas do Disco

1 –  Burnout

2 – Having A Blast

3 – Chump

4 – Longview

5 –  Welcome To Paradise

6 – Pulling Teeth

7 – Basket Case

8 – She

9 – Sassafras Roots

10 – When I Come Around

11 – Coming Clean

12 – Emenius Sleepus

13 – In The End

14 – F.O.D

15 – All By Myself

Ouça o álbum Dookie na íntegra!

Confira o videoclipe da faixa When I Come Around

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